
Professoras, escritoras... Vem cá! É possível tal desatino?
Num mega evento de música Rave, o Goaa Festival, incrustado nos morros de Analândia, fritando até as estrelas, com seus tentáculos de laser a cutucar o céu, duas aventureiras na música eletrônica nacional e internacional, podiam ser vistas curtindo a novidade de maneira muito zen. Contraditório isso de rave e estado zen? Nem pensar! Foi exótico estar naquela “praça esotérica” de alta tecnologia a la decoração oriental, no meio de um simples pasto. O rústico contendo o moderno de uma forma muito curiosa. Ovídio teria descrito tal cena, como o templo do deus indiano Ganesh, soprado de flautas de metal, por um pastor enlouquecido. A soma da música à decoração repleta de Flores-de-lótus, ao colorido e ao brilho harmonizados com o ritmo dos Djs de diversas nacionalidades, acabou por gerar um estado estranhamente zen! Que mundo era aquele? Bom, ruim?... Não sabemos, mas vivemos sensações estranhas e tranqüilas num mundo novo para nós. Faces humanas robotizadas, sem cor e sem sorriso gostoso... Djs coloridos, animados e febris. Quanta contradição harmoniosa. O público estava meio estonteado, um tanto sem vida, sem brilho nos olhos... Ou será foram ofuscados pelo brilho do telão, dos lasers, da fantástica iluminação de neon e dos retro-projetores?... Dá o que pensar!
Cá entre nós, até comida vegetariana, temperada pelos braços de Krishina e suas Gopis, encontramos nesse local mega estranho!
O que mais se pode dizer dum local assim, tão paradoxal?!
Orgia temporal e temática? Rave místico ou misticismo eletrônico? Chacras quebrados, atormentados ou ativados? Estado cósmico ou alucinado? Dialogismo maluco, num contexto supra-verbal? O que diria Mikhail Bakhtin sobre essa linguagem polifonicamente estrambótica? Segundo esse mestre da lingüística: “Duas vozes são o mínimo de vida.”
O Goaa Festival pode ser resumido num diálogo principal entre as vozes zen e natureba da filosofia oriental, e o espírito eletrônico de um ritmo tribal estridente e artificial. O humano e o eletrônico unidos, numa comunhão temporal.
Nem Jung explica!
(Lara J. Lazo: 9 de Setembro de 2007)
Num mega evento de música Rave, o Goaa Festival, incrustado nos morros de Analândia, fritando até as estrelas, com seus tentáculos de laser a cutucar o céu, duas aventureiras na música eletrônica nacional e internacional, podiam ser vistas curtindo a novidade de maneira muito zen. Contraditório isso de rave e estado zen? Nem pensar! Foi exótico estar naquela “praça esotérica” de alta tecnologia a la decoração oriental, no meio de um simples pasto. O rústico contendo o moderno de uma forma muito curiosa. Ovídio teria descrito tal cena, como o templo do deus indiano Ganesh, soprado de flautas de metal, por um pastor enlouquecido. A soma da música à decoração repleta de Flores-de-lótus, ao colorido e ao brilho harmonizados com o ritmo dos Djs de diversas nacionalidades, acabou por gerar um estado estranhamente zen! Que mundo era aquele? Bom, ruim?... Não sabemos, mas vivemos sensações estranhas e tranqüilas num mundo novo para nós. Faces humanas robotizadas, sem cor e sem sorriso gostoso... Djs coloridos, animados e febris. Quanta contradição harmoniosa. O público estava meio estonteado, um tanto sem vida, sem brilho nos olhos... Ou será foram ofuscados pelo brilho do telão, dos lasers, da fantástica iluminação de neon e dos retro-projetores?... Dá o que pensar!
Cá entre nós, até comida vegetariana, temperada pelos braços de Krishina e suas Gopis, encontramos nesse local mega estranho!
O que mais se pode dizer dum local assim, tão paradoxal?!
Orgia temporal e temática? Rave místico ou misticismo eletrônico? Chacras quebrados, atormentados ou ativados? Estado cósmico ou alucinado? Dialogismo maluco, num contexto supra-verbal? O que diria Mikhail Bakhtin sobre essa linguagem polifonicamente estrambótica? Segundo esse mestre da lingüística: “Duas vozes são o mínimo de vida.”
O Goaa Festival pode ser resumido num diálogo principal entre as vozes zen e natureba da filosofia oriental, e o espírito eletrônico de um ritmo tribal estridente e artificial. O humano e o eletrônico unidos, numa comunhão temporal.
Nem Jung explica!
(Lara J. Lazo: 9 de Setembro de 2007)
12 comentários:
Sem comentarios...
Ou melhor como diz o Oceaninho, abaixo da critica.
Com todos os comentários possíveis que não ceberiam num comentário!!!!!!!
Acima da crítica!!!!!!!
Bem, Infundado, por que abaixo da crítica? Seja mais explícito,please!
(Lara)
Abaixo... Acima...
Nada disso importa.
Tudo é relativo!
O que importa é o confronto,
O antagonismo,
O movimento contínuo,
Sadio,
De pensar,
Opinar...
Desde que, com fundamento.
(Lara)
Acima da crítica o comentário do fundamento!!!!!!
Sejam mais explícitos!!!PLEASE, PLEASE! Qual o problema com o texto ou com a experiência de estar em uma Rave? Qual o conceito ou pre-conceito em relação a isso?
(Lara)
O comentário do infundado não disse nada!!! Qual a base para tal comentário?
(Lara)
O Infundado quer paz. Só isso.Tenho certeza.
(Fer)
Qual ponto afetaria a paz de Infundado as duas cidadãs na Rave, Fer???
Estamos cada vez menos explícitos....
Ou mesmo o Texto, é capaz de tirar a paz de alguém???
Onde????
Essa é a dúvida, claro...
Nossa, que nevoeiro comunicativo!!!!
Estou com um nó no cerebelo!
Resposta ao Ubiratã: não vejo como esse texto pode tirar a paz de alguém. Ele é bem explícito.
(Lara)
Gostei do texto, foi bem escrito. O ambiente ate me parece meio barroco. O profano e o Divino.
So acho que vocês encontraram as pessoas erradas no lugar certo.
A Fer tem razão, a unica coisa que quero é paz, mas infelismente não tenho achado muito isso. Alem do mais acredito que tenham coisas muito mais importantes para serem feitas e isso me faz pensar sobre o meu caminhar.
Mas o que um homem anacronico que deveria ter nascido na antiguidade pré socratica poderá dizer dos valores modernos?
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