
Somos uma miscelânia incompreensível, uma experiência do absurdo. Há zilhões de teorias sobre nossos inner sides e out sides, de tudo quanto é jeito modelito e esfera. Teóricos, estudiosos, cientistas, religiosos e leigos metidos a besta vomitam lava incndescente sobre: - quem somos nós? Quem sou eu? (...pra ter direitos exclusivos sobre ele...) o que nos espera? O que isso, aquilo, aquilo outro????? Álvaro/Pessoa, pelamor, cadê aquele poema em linha reta??????... “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?”
Fala-se o que se quer. Escreve-se idem, e eis-me aqui pra provar isso. Eu volto lá em cima, no livro: nós humanos já somos por demais folgados, espaçosos nas idéias, atropelamos a possibilidade dos outros, ficamos dando receita, subimos no pico do Aconcágua letral (como diria Manoel de Barros), pra lá de cima ficar dando lição de moral , e ainda por cima acolhemos religiões e um deus , como diz Richard, “ ciumento, controlador, mesquinho, genocida, misógino, homofóbico, infanticida, filicida, racista, megalomaníaco, sadomasoquista e malévolo?” Me poupe como diria Vânia. Allons enfants, o jogo é jogado, a gente joga o jogo, porém, dá pra ser feliz sem nada disso.
Estou lendo Deus um Delírio. E estou adorando.
Maria Fernanda